sábado, 26 de dezembro de 2015

Amar!


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar!  Amar!  E não amar ninguém!

Recordar?  Esquecer?  Indiferente!...
Prender ou desprender?  É mal?  É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015








Feliz natal







Queridos amigos Poetas um feliz natal e prospero ano novo. Espero continuar a contribuir para cultura e que , nossa poesia possa, acalentar corações em todo mundo, levando amor e amizade obrigado a todos grande beijo.
Delma Guimaraes
autora

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Quantas vezes...

Quantas vezes...
Quantas vezes pedi para ficares
Não voltares as costas ao nosso amor
Foram palavras sentidas
Sentimento cheio de dor
Com a alma derramada pelo rosto
O coração já vazio de sorrisos
Jazia no rio do desgosto
Quantas vezes, cedi aos teus caprichos
Birras, ciumes, noites sem fim
Para perceber que afinal
Querias estar sem mim…
Quantas horas vividas no silêncio
Com a solidão como companhia
Quando já estavas de partida
Apenas não percebia
Quantas vezes chorei sozinha
Sem saber onde tinha errado
Hoje apenas te quero esquecer
Colocar-te bem longe, no meu passado.
Quantas vezes te perdi
Sem saber que me perdia
Hoje estou melhor sem ti
A minha vida já não é vazia!
Os sorrisos vou reencontrando,
Procurando na natureza
No som dos pássaros chilreando
Em tudo vejo beleza!
Reencontrei-me… Voltei
Mas forte do que antes
E no futuro apenas vou dizer
Que de ti, só tenho
Memórias distantes!

Deixa-me amar-te!

Deixa-me amar-te!
Deixa-me amar-te

Deixa amar-te, trago o coração cheio
Deste amor que traz sabor a passado
Amar-te assim, sem nada de permeio
Amar-te somente, sem hora, nem pecado.

Cegam meus olhos na garganta dá-se nó
Porque é Amor isto que a gente sente!?
Não amedrontes, não queiras deixar-me só
Não ensombres meu coração ou que fragmente.

Basta havermos sentido, não digas só ilusão
Ou que é simplesmente resto duma aventura
Diz-me que o que sentes, te vem do coração.

Constrange-me o que dizes, sou eu que padeço
Negação transforma-me a vida em noite escura
Escorregadio o chão que piso, e não mereço.

Hoje, no presente estas de corpo e alma...

Hoje, no presente estas de corpo e alma...
Em um voo rasante, percorro seu corpo ardente,
Me vejo junto ao seus pés, louca para te amar,
Parte de mim te deseja, parte anseia seus beijos,
Vicio-me em seus abraços...
Sacia-me com seus afagos...
No peito bate meu respiro por amar te sempre...sempre.
Te busco nos meus sonhos...te encontro no meu destino.
Para amar com sedução ate o fim dos meus dias.
Te vejo no meu futuro, pois no meu passado você esteve la,
Hoje no presente, estas de corpo e alma.
Te amo...te amo...te amo.

Desfolhada

Desfolhada
Na desfolhada da vida,
Parto-me em duas e fico dividida,
Altero-me, modifico-me e fico no meu meio,
Sem um trautear, sem andar em rodeio.

Na desfolhada da vida,
Fui amada e maltratada, mas também fui querida,
Abandonei uma das minhas almas,
Caminhei para margens mais calmas.

Na desfolhada da vida,
Olhei para mim de frente, espelhei-me torcida,
Uma face aparecida era demente,
A outra tinha um entendimento permanente.

Na desfolhada da vida,
Fui esventrada e enfraquecida,
Morta pela consciência,
Separei a minha essência.

Na desfolhada da vida,
Tu que lês foste homicida,
Não de mim mas de outra causa perdida,
Pois preferiste a saída fácil, arrependida.

Só o corpo...

Só o corpo...
Neste corpo que já não habito,
Que outros usam como se fosse o limbo,
Vivo como ar apenas me limito,
A observar, a enquadrar,
Pobres espíritos deixo entrar,
Para que me possa libertar,
A minha alma se espalhar… para outro lugar.

Neste corpo que empresto,
Que não falo, apenas observo,
Sou apenas mais uma que faz parte do manifesto,
Que na escravidão da vida me arrasto e conservo,
Para evidenciar, aclamar o meu resto…
Não tenho palavras, só almas… Um gesto!

Neste corpo vendido,
Dei o que sobrou de mim ao Carrasco,
Por caminho errados deixei o espírito perdido,
Não ouve um dia que fosse colorido,
Atirei-me dentro de mim para um penhasco,
Vendi o meu espírito por sentir tanto asco…

Neste corpo outrora meu,
Tudo o que escrevo apareceu,
Contado por outros que me recordaram,
O que vivenciaram, que sentimentos já passaram,
Pois nada disto aqui sou eu,
Apenas passei por mim e apanhei o que se perdeu…

Mas neste corpo em que vivi,
Um dia eu te vi e te conheci,
Mas ao falares e ao leres o que escrevi,
Lembra-te que não sou eu que estou para aqui!
Marlene ( Ghost)