terça-feira, 8 de março de 2016


A fruta aberta
Thiago de Mello


Agora sei quem sou.
Sou pouco, mas sei muito,
porque sei o poder imenso
que morava comigo,
mas adormecido como um peixe grande
no fundo escuro e silencioso do rio
e que hoje é como uma árvore
plantada bem alta no meio da minha vida.


Agora sei as coisa como são.
Sei porque a água escorre meiga
e porque acalanto é o seu ruído
na noite estrelada
que se deita no chão da nova casa.
Agora sei as coisas poderosas
que valem dentro de um homem.


Aprendi contigo, amada.
Aprendi com a tua beleza,
com a macia beleza de tuas mãos,
teus longos dedos de pétalas de prata,
a ternura oceânica do teu olhar,
verde de todas as cores
e sem nenhum horizonte;
com  tua pele fresca e enluarada,
a tua infância permanente,
tua sabedoria fabulária
brilhando distraída no teu rosto.


Grandes coisas simples aprendi contigo,
com o teu parentesco com os mitos mais terrestres,
com as espigas douradas no vento,
com as chuvas de verão
e com as linhas da minha mão.
Contigo aprendi
que o amor reparte
mas sobretudo acrescenta,
e a cada instante mais aprendo
com o teu jeito de andar pela cidade
como se caminhasses de mãos dadas com o ar,
com o teu gosto de erva molhada,
com a luz dos teus dentes,
tuas delicadezas secretas,
a alegria do teu amor maravilhado,
e com a tua voz radiosa
que sai da tua boca
inesperada como um arco-íris
partindo ao meio e unindo os extremos da vida,
e mostrando a verdade
como uma fruta aberta.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Here inside
* Here inside *


...* Aqui dentro *
I wandered for hours
I tried to find places
the breeze that blows inside me
But here, runs deep river
water torrents endless
Storm in cold days
qui dentro
* Qui in *


...* Aqui dentro *
Ho vagato per ore
Ho cercato di trovare posti
la brezza che soffia dentro di me
Ma qui, corre Deep River
torrenti d'acqua senza fine
Storm in giornate fredde
ici * Ici I *

* Aqui dentro *
Je marchais pendant des heures
J'essayé de trouver des lieux
la brise soufflant l'intérieur de moi
Mais ici, fonctionne Deep River...
torrents d'eau sans fin
Tempête sur les jours froids
Aqui dentro

* Aqui dentro *



Vaguei  horas a fio
Tentei encontrar lugares
na brisa que sopra dentro de mim
Mas aqui dentro , corre profundo rio
torrentes de águas sem fim
tempestade em dias de frio
* Da minha janela *



Da minha Janela


Na minha janela vejo elas passar.
São vermelhas , amarelas, azul, pretas
que da vida ao lugar...
Quem passa pensa, Pensa  que  mulher seja só!
Mas as pessoas, não sabem !
Que não há companhia melhor.
As borboletas são, magicas e feliz .
Trazem luz ao meu mundo.
E enfeitam meu jardim .


Delma Guimaraes

autora

"Poemas e rendas" - Soneto