Procura
E nunca mais voltei, nunca mais chorei, com você eu fui rainha
Não passo mais um dia Aqui!
E agora que encontrei,meu lugar meu Caminho.
Deixo passar o tempo.
Passar as horas.
Deixo voar meus pensametos
Já não faz parte de mim.
Vou te procurar."!
Sou livre , sou como pàssaro ferido.
Procuro remedio para me curar.
Amanheceu
E no meu sonho você me chama !
E eu vou voando,eu vou brincando.
Para te encontrar.
Delma Guimaraes
autora
Despedida

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
Cecília Meireles
O Amor...

É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os
fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!
Cecília Meireles
Retrato
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?
CECÍLIA MEIRELES-
A DEPENDÊNCIA É A RAIZ DE TODOS OS MALES
Não quero participar da política... A política não é o meu ofício;
sempre me limitei a fazer pequeninos esforços para tornar os homens
menos tolos e mais honestos.
VOLTAIRE-
François-Marie Arouet.
O que é belo há de ser eternamente
Uma alegria, e há de seguir presente.
Não morre; onde quer que a vida breve
Nos leve, há de nos dar um sono leve,
Cheio de sonhos e de calmo alento.
Assim, cabe tecer cada momento
Nessa grinalda que nos entretece
À terra, apesar da pouca messe
De nobres naturezas, das agruras,
Das nossas tristes aflições escuras,
Das duras dores. Sim, ainda que rara,
Alguma forma de beleza aclara
As névoas da alma.
O sol e a lua estão
Luzindo e há sempre uma árvore onde vão
Sombrear-se as ovelhas; cravos, cachos
De uvas num mundo verde; riachos
Que refrescam, e o bálsamo da aragem
Que ameniza o calor; musgo, folhagem,
Campos, aromas, flores, grãos, sementes,
E a grandeza do fim que aos imponentes
Mortos pensamos recobrir de glória,
E os contos encantados na memória:
Fonte sem fim dessa imortal bebida
Que vem do céus e alenta a nossa vida.
Jhon Keats
Timidez
Obrigado pela flor que mandaste;
dei-lhe dois beijos como se fosse a ti
mesmo,
que apesar de seca e sem perfume,
trouxe-me ela um pouco de
tua alma.
Minha Alma entristece de vergonha e dor
Quando me olha nos olhos , dá para ver o meu Amor.
Perverso cavalheiro , de armadura dourada .
Quiseste ser para ti mais que ,uma apaixonada.
E nos versos que em, mim inspira.
Fazendo de mim poetisa sonhadora.
De coração .aplito mas um bonito coração de mulher.
Te escrevo alguns Rabisco,
Simples qualquer.
Sou á quela , que te vê passar pela janela.
Na minha timidez
Sou adimiradora
da tua beleza ,
Nobre senhor
Delma Guimaraes
autora